Alfarrabio On Line

Junho 22, 2007

RCTV dá “pano pra manga”

Arquivado em: Jornalismo, Trabalhos — auryane @ 11:35 pm

Após o encerramento das atividades da Rádio Caracas Televisión (RCTV), no dia 27 de maio, agora é outra TV Venezuelana que se vê ameaçada de fechar as portas: a Rede Globovisión. O caso RCTV divide opiniões, principalmente no meio jornalístico. De um lado estão os que acreditam que a atitude do presidente da Venezuela, Hugo Chávez é equivocada por ferir a livre expressão e pode se voltar contra ele. Outros julgam ser de caráter legítimo, visto que seu governo detém o poder, e conta com o apoio de grande fatia da população do país. Ou seja, apóiam o ato de calar qualquer meio de comunicação que não professe suas idéias e repasse à população as informações de seu interesse.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) publicou anúncio de repúdio a postura do governo da Venezuela por suas iniciativas que ferem o respeito ao estado democrático de direito.

A polêmica no meio acadêmico                                                               Veja todas as fotos:

Para a estudante do quarto semestre de Jornalismo da Unisinos, Vanessa Reis, o caso não passa de mais uma atitude absurda do presidente Hugo Chávez.

Já para Luis Gustavo Machado, estudante do sexto semestre de Jornalismo, o caso é preocupante: “ Hugo Chávez   quis eliminar a competição. Comparo sua atitude a de um ditador,”considera.
Além disso, o estudante alerta que os argumentos usados por Chávez para não renovar a concessão são equivocados e insustentáveis.

A pesquisadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom), Alessandra Scangarelli Brites diz que o caso da RCTV é uma questão complexa.

A professora de Jornalismo da Unisinos, Maria Francisca Moura, mais conhecida como Chica, diz que o tudo é uma questão política. Ela aponta para importância do enfoque que os jornalistas dão para matéria. Para ela deveria existir uma unificação da imprensa latino-americana evitando assim sofrer com a parcialidade dos EUA. A professora relembra que o principal compromisso de jornalista  é com a forma de reportar a notícia: “O jornalista tem a obrigação de trazer informação imparcial de modo que a torne crível para sociedade”. Se quiser assistir a entrevista, clique aqui.  Chica destaca que Chávez é presidente e foi escolhido democraticamente e se ele se sente desrespeitado pela interferência contundente de um veículo, seu governo tem direito a não renovar concessão.

Maio 26, 2007

TCC sem Stress

Arquivado em: Jornalismo, Trabalhos — auryane @ 12:08 am

O período que antecede a entrega do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é reconhecidamente trabalhoso e de muita ansiedade para a maioria dos universitários. No TCC fomentarão as idéias que foram selecionadas durante os quatro anos de estudo. Para chegar a um resultado positivo, é preciso muito empenho por parte do aluno, mas também existem dicas fundamentais para realizar esta etapa com mais tranqüilidade e garantir o êxito.

André Lau da Costa, 25 anos, estudante do sétimo semestre do curso de Física da Unisinos, diz que é muito importante ter conhecimento e gostar do tema abordado no Trabalho de Conclusão. Ele conta que resolveu escrever sobre Relatividade, pois foi o assunto que o despertou para estudar Física. “Pra mim esta sendo tranqüilo, pois eu sempre me interessei pelo assunto… Leio revistas, livros, assisto a filmes, tudo isso para me interar do contedo. Escrever sobre isso é prazeroso”, afirma.

Mesmo com a entrega do trabalho datada para junho, o estudante consegue conciliar atividades paralelas com eficiência: É professor de Eletricidade da Escola Estadual Frederico Schimidt, cursa três disciplinas, além do Trabalho de Conclusão, e é vice-presidente da comissão de formatura. Aos risos, ele conta que, apesar da correria semanal, sempre consegue um tempo para namorar: “É como uma respiração: A cabeça precisa descansar para depois poder funcionar bem durante a semana”, explica.

Assista a reportagem

Valiosa orientação

A professora de Jornalismo da Unisinos, Thais Furtado, atualmente orienta o Trabalho dehttp://www.flickr.com/photos/aury_ane/ Conclusão de seis estudantes. A correção dos TCCs ocorre até durante os finais de semana, visto que são textos muito extensos e, além disso,  a professora conta que é costume ter mais encontros de acompanhamento do que os que o currículo exige:“Têm alunos com quem me encontro até três vezes por semana… Isso ajuda muito o desenvolvimento do trabalho.”

                                                                                          Veja mais fotos

Abril 28, 2007

Você Online

Arquivado em: Jornalismo, Novidades, Trabalhos — auryane @ 12:15 am

Flogs, Vlogs e Podcasts são espaços da internet onde os usuários podem postar fotos, vídeos e músicas, respectivamente, organizados em ordem cronológica (ou não). A terminação Flog é uma abreviação de foto e diário (blog).

É um tipo de serviço que virou moda, principalmente entre as adolescentes que têm alguma pretensão artística, ou uma Playboy em vista… às vezes dá certo. Agora, além de ler o que as pessoas têm a dizer (visto que é uma evolução do blog), você pode se divertir com as imagens delas. A escolha das fotos fica a critério do proprietário do flog que, assim como no blog, reporta aquilo que lhe convir.

 Para editar seu Flog não é necessário conhecimento em HTML, pois os servidores costumam deixar tudo bem fácil para que o usuário possa deixá-lo bem “bonitinho”.O seu Flog não necessariamente pode ser um espaço para futilidade, como tantos outros, mas sim, um espaço legal para divulgar fotos interessantes e onde as pessoas possam deixar seus comentários a respeito do seu trabalho.

Ah! Eu não havia comentado, nos Flogs, assim como nos Blogs e Vlogs, as pessoas que lhe visitam podem deixar recadinhos – comentários.

Vlogs

Os Vlogs funcionam da mesma forma, porém é necessário uma câmera (estamos falando de vídeos, ok?).Os vídeos que o usuário escolher são postados da mesma forma neste espaço e cria-se um BBB particular. Toda vez que o usuário quiser fazer uma “aparição pública”, faz um videozinho e coloca lá.

Ah! Também não é de todo mal assim…Às vezes eu exagero um pouco!

Às vezes?!

Obviamente, vídeos interessantes, engraçados, com conteúdo sustentável serão sempre bem-vindos! Bom, e mesmo que você poste um vídeo “nada a ver” saiba que sempre terá alguém que poderá assisti-lo e envia-lo para outras pessoas ou, simplesmente, coloca-lo no Youtube.

Por isso, um alerta básico: Pense no que você vai postar! Dependendo do conteúdo, pode dar processo.

Vlogs “interessantes”:

http://videolog.uol.com.br/video.php?id=221588&agina=1&tamanho_pagina=56&ordem=8

http://videolog.uol.com.br/video.php?id=220372&ordem=2&periodo=1&tamanho_pagina=16&pagina=1&tags=

Abril 10, 2007

Ao pé da letra

Arquivado em: Jornalismo, Trabalhos — auryane @ 2:15 pm

A leitura é o mais precioso meio de busca de informações.Seja qual for a idade, nunca é tarde ou cedo demais para ler e aprender. O brasileiro gasta, em média, 5,2 horas por semana lendo livros e mais de 18 horas por semana assistindo televisão.

O brasileiro lê, em média, dois livros por ano. Esse número torna-se tão inexpressivo, se compararmos à média dos Estados Unidos, Taiwan e Japão, que ultrapassa a soma de 10 livros por habitante.

 No Brasil gasta-se, em média, 5,2 horas por semana lendo livros e mais de 18 horas por semana assistindo televisão. A média mundial é de 6,5 horas por semana dedicadas ao livro. Na média de leitura nacional estão também os países miseráveis.

Dos dias 22 a 26 de outubro do ano passado, o Ibope realizou em 60 municípios do Rio Grande do Sul, 1.008 entrevistas, considerando a população a partir de cinco anos de idade. O povo gaúcho está acima da média nacional, no quesito leitura, cerca de 5,5 livros/lidos por ano.

 Os pesquisadores afirmam que, por conta da obrigatoriedade escolar, a população que mais se dedica à leitura no país está na faixa etária de12 a 16 anos. É o caso de Daniel Santos, 16 anos.

Estudante da Escola Estadual Bernardo Vieira da Cunha, o garoto afirma que só lê porque a professora exige. “Acho que não se aprende muito lendo, eu prefiro quando a professora explica a matéria e pronto”, diz ele.

Daniel prefere ocupar seu tempo com jogos no videogame ou divertindo-se com os amigos. Além disso, ele diz que, quando se interessa por algum conteúdo, prefere pesquisa-lo na internet: “na internet é mais rápido, a resposta vem na hora só procurando no Google”.

Nem sempre a internet salva. Às vezes é necessário fazer resumos de certas bibliografias e para isso, os alunos da rede estadual de ensino recorrem a bibliotecas públicas. Levando em conta a falta de recursos, muitas vezes os professores são aconselhados a não exigir certos livros, pelo fato destes não estarem disponíveis.

 Temos no Brasil cerca de 5.000 bibliotecas, quando estima-se que seriam necessárias pelo menos 11.000. No Brasil, 17% dos municípios não têm nenhuma biblioteca.

Com isso, muitos acabam excluídos não apenas dos conhecimentos pragmáticos, ou estatísticos e gramaticais, mas de conhecer outros lugares e tempos. Através das histórias, dos contos que mexem com o lúdico, aprende-se sobre os assuntos que lhe pede o gosto. Aprende-se a conhecer o próprio gosto.

Palavra de Pedagogo

Segundo a professora do curso de Pedagogia da Unisinos, Ana Cristina Rodrigues, a leitura é fundamental desde o início da vida, mas, muitas vezes isso não ocorre. Em geral nas escolas particulares, ou escolas públicas em comunidades mais estruturadas, as crianças já têm o contato com os livros desde muito cedo. Agora, em escolas públicas, da periferia, situadas em comunidades migrantes, elas chegam à escola com mínima ou nenhuma experiência de letramento. Além disso, muitas vezes são filhos de analfabetos, não se envolvem em práticas letradas e demoram muito tempo para compreender e até estabelecer um relação simbólica tanto com a escrita quanto com a própria escola.

Ana Cristina confirma que a precariedade em certas comunidades dificulta o processo de alfabetização. A falta de livros, de recursos, de materiais básicos, não ajuda em nada a “prender” a atenção das crianças. Por isso é muito complicado falar sobre alfabetização de uma forma única, pois este é um processo que está diretamente relacionado ao contexto onde a escola está inserida. Ele também depende das práticas sócio-culturais  que a comunidade e o sujeito têm com a leitura e a escrita.

Crianças que participam de grupos letrados têm condições de se alfabetizar em tenra idade, por volta dos quatro, cinco anos.O que ocorre é que nesta faixa etária temos elementos mais importantes para explorar do que "forçar" uma alfabetização desnecessária, mas se a criança se interessa, responde bem as demandas, não há nenhum motivo para que não se alfabetize.

 Para a professora, os “grupos letrados”, os quais foram citados anteriormente, começam no âmbito familiar. “A família é a base de tudo. O incentivo que é passado aos filhos, instiga-os a ler; os pais colaboram para o processo de sociabilização da criança,” esclarece Ana Cristina.  

Em alguns casos o processo de alfabetização é tardio. E, a didática aplicada nestes casos é diferente. O processo de significação já está formado e o aluno já faz idéia do nome das coisas. Não que isso torne o trabalho mais fácil, pois o que realmente facilita é o empenho das pessoas que se disponibilizam a aprender.  

“Realizei um sonho e hoje me sinto mais confiante. O mundo mudou para mim”, declaração de Luiza Pinho, dona de casa. No ano passado, Dona Luiza Pinho, de 52 anos conseguiu escrever, pela primeira vez, seu nome completo. Conquista pessoal que até hoje é lembrada como um divisor de águas na vida de Luiza. Ela, que é aluna do EJA, Educação de Jovens e Adultos, fala que sente orgulho em poder assinar seu nome, coisa que antes não podia. “Não saber o que significa as letras no papel é algo muito triste” - exclama Luiza, fazendo remissão ao seu passado.  

Filha mais velha de um casal com oito crianças, Luiza trabalhava no campo para ajudar os pais. Ela lembra que nunca teve incentivo para freqüentar escola: “Meus pais diziam que era frescura ler, já que eles também não liam e conseguiam viver. Eles preferiam que eu ficasse trabalhando para ajudar a família”. Situação que jamais voltará a ocorrer na família Pinho. Ela que é mãe de quatro filhos e sempre apoiou o estudo deles. “Meu filho mais velho, de 27 anos, está quase se formando em Direito. Vai ser um ótimo advogado”.

Algumas vezes ela engana-se entre uma letra e outra para escrever, ou na leitura de uma palavra nova.  “Eu ainda demoro um pouco pra saber o que está escrito, mas é muito melhor do que ficar perguntando para os outros, você não acha?”, interroga, aos risos. Em sua estante, agora, encontram-se muitos livrinhos (do tipo pocket), com receitas culinárias.

Quem lê tem amplitude de visão e consegue se posicionar criticamente, embasando seus argumentos naquilo que aprendeu com os livros. Além disso, é uma excelente atividade de lazer e o melhor exercício mental.

Treinando a memória

Para o neurologista João Roberto Azevedo, diretor clínico da SONI (Sociedade Neurológica Integrada), a leitura diária contribui para treinar a memória e evitar lapsos. Nenhuma outra atividade neuróbica (aeróbica dos neurônios) mobiliza tantas variações da memória.”Mas não basta simplesmente ler: é preciso refletir sobre o que se está lendo”, salienta Azevedo.

A reflexão é um dos processos mais significativos para quem lê. Mais importante que a quantidade de texto lido, é a qualidade de assimilação que foi feita a partir dele. Por isso, a concentração na hora de ler é muito importante.

Para otimizar o poder de armazenamento das informações lidas, o neurologista recomenda muita atenção e disposição para refletir. “Geralmente, as pessoas mais esquecidas são também as mais distraídas”, afirma ele.

Estudiosos vêem a leitura como pilar para resolução de muitos problemas. No Brasil, país com larga vastidão territorial, a concentração de renda acaba por ser muito diversificada. Os lugares onde as pessoas não têm pão na mesa são os mesmos lugares onde as crianças não têm escola. A educação está fraternamente ligada com a construção de um futuro melhor.

 Cada vez mais parece uma utopia esperar que o governo reformule o sistema educacional do Brasil.  Falar sobre a leitura já serve de incentivo, pois é difícil achar quem discorde de seus benefícios, mesmo sem saber ler. Além disso, aquele livrinho que está parado na estante, todo empoeirado, é um incentivo maior ainda. Já o leu? Já. Que ótimo! Então doe.

Afinal, você já deve ter lido por aí que quem doa um livro, planta uma idéia.

Março 2, 2007

“Bem-vindos a orgia niilista.”

Arquivado em: Aulas, Jornalismo, Trabalhos — auryane @ 11:57 pm

Eis, aqui, um novo blog. Uma das primeiras tarefas pedidas na cadeira de “www.jornalismoonline.wordpress.com”>Jornalismo Online, que curso sexta à noite na

“http://www.usabilidoido.com.br/imagens/irritada_computador.jpg” height=”129″ style=”width: 156px; height: 129px” /Estimulante, não?!E viva mais um semestre inovador e invocador. Que tal =”_blank” href=”http://pt.wikipedia.org/wiki/Pink_Floyd”>Pink Floyd para comemorar o início das aulas?  Assista aqui: (mais…)

Blog no WordPress.com.