Alfarrabio On Line

Agosto 22, 2007

No Observatório…

Arquivado em: Uncategorized — auryane @ 12:36 pm

Minha matéria publicada no ‘Observatório da Imprensa’: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=447IPB008

Massa, né!?

E agora, sigo com meus afazeres, já que meu salário não sobre por conta disso.

Este final de semana começa a cobertura jornalística da Expointer. Sim, estarei lá.

Nada de descanso no final de semana. Sem previsão de tempo livre para o outro final de semana…Espero que meus amigos, e principalmente, meu amor compreendam se eu ficar um ‘pouquinho’ estressada. (Afinal, quem mandou gostar de jornalista?)

Pensando bem, acho que vou precisar de um fotógrafo…HumHumHum

Junho 22, 2007

RCTV dá “pano pra manga”

Arquivado em: Jornalismo, Trabalhos — auryane @ 11:35 pm

Após o encerramento das atividades da Rádio Caracas Televisión (RCTV), no dia 27 de maio, agora é outra TV Venezuelana que se vê ameaçada de fechar as portas: a Rede Globovisión. O caso RCTV divide opiniões, principalmente no meio jornalístico. De um lado estão os que acreditam que a atitude do presidente da Venezuela, Hugo Chávez é equivocada por ferir a livre expressão e pode se voltar contra ele. Outros julgam ser de caráter legítimo, visto que seu governo detém o poder, e conta com o apoio de grande fatia da população do país. Ou seja, apóiam o ato de calar qualquer meio de comunicação que não professe suas idéias e repasse à população as informações de seu interesse.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) publicou anúncio de repúdio a postura do governo da Venezuela por suas iniciativas que ferem o respeito ao estado democrático de direito.

A polêmica no meio acadêmico                                                               Veja todas as fotos:

Para a estudante do quarto semestre de Jornalismo da Unisinos, Vanessa Reis, o caso não passa de mais uma atitude absurda do presidente Hugo Chávez.

Já para Luis Gustavo Machado, estudante do sexto semestre de Jornalismo, o caso é preocupante: “ Hugo Chávez   quis eliminar a competição. Comparo sua atitude a de um ditador,”considera.
Além disso, o estudante alerta que os argumentos usados por Chávez para não renovar a concessão são equivocados e insustentáveis.

A pesquisadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom), Alessandra Scangarelli Brites diz que o caso da RCTV é uma questão complexa.

A professora de Jornalismo da Unisinos, Maria Francisca Moura, mais conhecida como Chica, diz que o tudo é uma questão política. Ela aponta para importância do enfoque que os jornalistas dão para matéria. Para ela deveria existir uma unificação da imprensa latino-americana evitando assim sofrer com a parcialidade dos EUA. A professora relembra que o principal compromisso de jornalista  é com a forma de reportar a notícia: “O jornalista tem a obrigação de trazer informação imparcial de modo que a torne crível para sociedade”. Se quiser assistir a entrevista, clique aqui.  Chica destaca que Chávez é presidente e foi escolhido democraticamente e se ele se sente desrespeitado pela interferência contundente de um veículo, seu governo tem direito a não renovar concessão.

Maio 26, 2007

TCC sem Stress

Arquivado em: Jornalismo, Trabalhos — auryane @ 12:08 am

O período que antecede a entrega do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é reconhecidamente trabalhoso e de muita ansiedade para a maioria dos universitários. No TCC fomentarão as idéias que foram selecionadas durante os quatro anos de estudo. Para chegar a um resultado positivo, é preciso muito empenho por parte do aluno, mas também existem dicas fundamentais para realizar esta etapa com mais tranqüilidade e garantir o êxito.

André Lau da Costa, 25 anos, estudante do sétimo semestre do curso de Física da Unisinos, diz que é muito importante ter conhecimento e gostar do tema abordado no Trabalho de Conclusão. Ele conta que resolveu escrever sobre Relatividade, pois foi o assunto que o despertou para estudar Física. “Pra mim esta sendo tranqüilo, pois eu sempre me interessei pelo assunto… Leio revistas, livros, assisto a filmes, tudo isso para me interar do contedo. Escrever sobre isso é prazeroso”, afirma.

Mesmo com a entrega do trabalho datada para junho, o estudante consegue conciliar atividades paralelas com eficiência: É professor de Eletricidade da Escola Estadual Frederico Schimidt, cursa três disciplinas, além do Trabalho de Conclusão, e é vice-presidente da comissão de formatura. Aos risos, ele conta que, apesar da correria semanal, sempre consegue um tempo para namorar: “É como uma respiração: A cabeça precisa descansar para depois poder funcionar bem durante a semana”, explica.

Assista a reportagem

Valiosa orientação

A professora de Jornalismo da Unisinos, Thais Furtado, atualmente orienta o Trabalho dehttp://www.flickr.com/photos/aury_ane/ Conclusão de seis estudantes. A correção dos TCCs ocorre até durante os finais de semana, visto que são textos muito extensos e, além disso,  a professora conta que é costume ter mais encontros de acompanhamento do que os que o currículo exige:“Têm alunos com quem me encontro até três vezes por semana… Isso ajuda muito o desenvolvimento do trabalho.”

                                                                                          Veja mais fotos

Maio 18, 2007

Aprendendo Diferente

Arquivado em: Jornalismo — auryane @ 11:49 pm

O curso de Relações Públicas da Unisinos aposta no processo de formação interdisciplinar e na combinação de aulas práticas e teóricas para alicerçar seus futuros profissionais

Visando melhorias para profissão, atualmente, existem mudanças visíveis no que tange o comportamento dos profissionais da área de Relações Públicas. Para garantir qualidade na educação, a Unisinos acompanha estas mudanças através de sua didática. Segundo a coordenadora do curso de RP da Unisinos, Erica Hiwatashi, o novo profissional desta área é o mais completo na solução de comunicação organizacional.

Há 35 anos a dinâmica do curso trabalha mesclando teoria e prática, e inova com o conceito: know why+know how (pensar e fazer), pois o mercado de trabalho quer alguém que construa soluções de comunicação organizacional, e isso requer muito trabalho. 

Erica salienta que, hoje, além de interdisciplinar, multidisciplinar, existe a necessidade de pensar e conhecer o mundo de forma transdisciplinar, ou seja, como um todo, não limitado à comunicação, mas as várias conformações que o mundo toma, misturando diferentes vertentes e visões sobre a vida e o saber. Para ela, não é uma questão só do mercado, mas de mundo que precisa ser visto de forma integral, como conjuntos momentâneos, sendo construídos e desconstruídos a todo o instante

Uma das disciplinas que integram o currículo interdisciplinar é Iniciação ao Conhecimento Científico: Ela é fundamentalmente teórica, mas serve de base para atividades práticas como Pesquisa Qualitativa e Pesquisa Quantitativa e a turma é formada por alunos de todas as áreas da comunicação. 

O RP é o profissional que interage com outras atividades dentro da própria comunicação há muito tempo. Esta metodologia foi desenvolvida por Margarida Kunsch, professora e pesquisadora da USP. Para Erica Hiwatashi, o diferencial do curso oferecido pela Unisinos para as demais graduações de RP do Estado está no fato de sempre formar profissionais estrategistas em comunicação, e não apenas “tarefeiros”, simples executores. E que, além disso, a Unisinos conta com uma equipe de professores com grande experiência profissional e acadêmica, que empenham grande dedicação na formação de cada aluno.

Com a palavra, o professor

O quadro docente do curso de RP da Unisinos integra profissionais de áreas distintas da comunicação. É o caso do professor Dr. Miro Bacin, graduado em Jornalismo. Bacin diz que a interdisciplinaridade, nesse sentido, enriquece o curso, pois oferece ao aluno a oportunidade de experienciar a troca de conhecimentos até então desconectados entre áreas afins. Ou seja, profissionais que têm a comunicação como foco e que pouco ou nada sabem a respeito do que o outro está produzindo.

Outra observação importante feita por ele, é que os alunos de RP estão sentindo um clima mais próspero para a profissão e assim apostam cada vez mais na formação acadêmica. E isso repercute no mercado: “Aluno entusiasmado e consciente do seu papel na sociedade é igual a profissional comprometido com o seu fazer”, afirma Miro Bacin.

Sobre sua atuação como professor interdisciplinar, Bacin considera: “A diferença esta justamente nessa postura não disfarçada de um jornalista (ou um professor de Jornalismo) falando aos alunos de RP. Trazer para dentro de uma sala de RP o clima de uma sala de Jornalismo. Oferecer, através de dinâmicas próprias, algo ainda alheio à área de RP, mas útil no entendimento das práticas comunicacionais”. 

De estudante à profissional

Formada em RP pela Unisinos no segundo semestre de 2001, Daniela Machado Maciel, 29 anos, atualmente é proprietária da agência de Relações Públicas RPmais. Ela desenvolve seu trabalho na área de comunicação interna, além de fazer eventos corporativos e assessoria de imprensa.

Daniela conta que começou a trabalhar na área durante o 5º semestre do curso: “Trabalhei numa agência de PP com atendimento e depois fui ser assistente de marketing em empresas com visões completamente diferentes, mas do mesmo ramo. Muito bom! Pude conhecer os dois lados, o do cliente e o da agência”. Sobre o curso, Daniela afirma que é fantástico. Ela lembra que conviveu muito com alunos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo.“Gostei dos professores, da estrutura, dos horários…” O único obstáculo sentido ao ingressar no mercado de trabalho foi com relação às rotinas administrativas.

Para ela, o curso deveria ter mais matérias de administração, finanças e economia, que fazem falta no cotidiano de um profissional de RP.

Segundo Daniela, existem muitas oportunidades de estágio e emprego para um RP, porém, salienta que o mais importante é saber o que se procura: “Depende do que você quer. Não dá para fazer estágio sem saber onde quer chegar… É para pensar qual área seguir, buscar desde sempre o dom, o que mais se ama fazer em RP”, aconselha.

Aviso aos navegantes

Para quem pretende desbravar o ramo de Relações Públicas com sucesso, a coordenadora do curso da Unisinos, Erica Hiwatashi dá a dica: “Visão empreendedora e persistência, além de apostar na educação continuada, pois, somente a Graduação não garante espaço de trabalho”.

*Minha matéria publicada na Revista Primeira Impressão

Abril 28, 2007

Você Online

Arquivado em: Jornalismo, Novidades, Trabalhos — auryane @ 12:15 am

Flogs, Vlogs e Podcasts são espaços da internet onde os usuários podem postar fotos, vídeos e músicas, respectivamente, organizados em ordem cronológica (ou não). A terminação Flog é uma abreviação de foto e diário (blog).

É um tipo de serviço que virou moda, principalmente entre as adolescentes que têm alguma pretensão artística, ou uma Playboy em vista… às vezes dá certo. Agora, além de ler o que as pessoas têm a dizer (visto que é uma evolução do blog), você pode se divertir com as imagens delas. A escolha das fotos fica a critério do proprietário do flog que, assim como no blog, reporta aquilo que lhe convir.

 Para editar seu Flog não é necessário conhecimento em HTML, pois os servidores costumam deixar tudo bem fácil para que o usuário possa deixá-lo bem “bonitinho”.O seu Flog não necessariamente pode ser um espaço para futilidade, como tantos outros, mas sim, um espaço legal para divulgar fotos interessantes e onde as pessoas possam deixar seus comentários a respeito do seu trabalho.

Ah! Eu não havia comentado, nos Flogs, assim como nos Blogs e Vlogs, as pessoas que lhe visitam podem deixar recadinhos – comentários.

Vlogs

Os Vlogs funcionam da mesma forma, porém é necessário uma câmera (estamos falando de vídeos, ok?).Os vídeos que o usuário escolher são postados da mesma forma neste espaço e cria-se um BBB particular. Toda vez que o usuário quiser fazer uma “aparição pública”, faz um videozinho e coloca lá.

Ah! Também não é de todo mal assim…Às vezes eu exagero um pouco!

Às vezes?!

Obviamente, vídeos interessantes, engraçados, com conteúdo sustentável serão sempre bem-vindos! Bom, e mesmo que você poste um vídeo “nada a ver” saiba que sempre terá alguém que poderá assisti-lo e envia-lo para outras pessoas ou, simplesmente, coloca-lo no Youtube.

Por isso, um alerta básico: Pense no que você vai postar! Dependendo do conteúdo, pode dar processo.

Vlogs “interessantes”:

http://videolog.uol.com.br/video.php?id=221588&agina=1&tamanho_pagina=56&ordem=8

http://videolog.uol.com.br/video.php?id=220372&ordem=2&periodo=1&tamanho_pagina=16&pagina=1&tags=

Abril 10, 2007

Ao pé da letra

Arquivado em: Jornalismo, Trabalhos — auryane @ 2:15 pm

A leitura é o mais precioso meio de busca de informações.Seja qual for a idade, nunca é tarde ou cedo demais para ler e aprender. O brasileiro gasta, em média, 5,2 horas por semana lendo livros e mais de 18 horas por semana assistindo televisão.

O brasileiro lê, em média, dois livros por ano. Esse número torna-se tão inexpressivo, se compararmos à média dos Estados Unidos, Taiwan e Japão, que ultrapassa a soma de 10 livros por habitante.

 No Brasil gasta-se, em média, 5,2 horas por semana lendo livros e mais de 18 horas por semana assistindo televisão. A média mundial é de 6,5 horas por semana dedicadas ao livro. Na média de leitura nacional estão também os países miseráveis.

Dos dias 22 a 26 de outubro do ano passado, o Ibope realizou em 60 municípios do Rio Grande do Sul, 1.008 entrevistas, considerando a população a partir de cinco anos de idade. O povo gaúcho está acima da média nacional, no quesito leitura, cerca de 5,5 livros/lidos por ano.

 Os pesquisadores afirmam que, por conta da obrigatoriedade escolar, a população que mais se dedica à leitura no país está na faixa etária de12 a 16 anos. É o caso de Daniel Santos, 16 anos.

Estudante da Escola Estadual Bernardo Vieira da Cunha, o garoto afirma que só lê porque a professora exige. “Acho que não se aprende muito lendo, eu prefiro quando a professora explica a matéria e pronto”, diz ele.

Daniel prefere ocupar seu tempo com jogos no videogame ou divertindo-se com os amigos. Além disso, ele diz que, quando se interessa por algum conteúdo, prefere pesquisa-lo na internet: “na internet é mais rápido, a resposta vem na hora só procurando no Google”.

Nem sempre a internet salva. Às vezes é necessário fazer resumos de certas bibliografias e para isso, os alunos da rede estadual de ensino recorrem a bibliotecas públicas. Levando em conta a falta de recursos, muitas vezes os professores são aconselhados a não exigir certos livros, pelo fato destes não estarem disponíveis.

 Temos no Brasil cerca de 5.000 bibliotecas, quando estima-se que seriam necessárias pelo menos 11.000. No Brasil, 17% dos municípios não têm nenhuma biblioteca.

Com isso, muitos acabam excluídos não apenas dos conhecimentos pragmáticos, ou estatísticos e gramaticais, mas de conhecer outros lugares e tempos. Através das histórias, dos contos que mexem com o lúdico, aprende-se sobre os assuntos que lhe pede o gosto. Aprende-se a conhecer o próprio gosto.

Palavra de Pedagogo

Segundo a professora do curso de Pedagogia da Unisinos, Ana Cristina Rodrigues, a leitura é fundamental desde o início da vida, mas, muitas vezes isso não ocorre. Em geral nas escolas particulares, ou escolas públicas em comunidades mais estruturadas, as crianças já têm o contato com os livros desde muito cedo. Agora, em escolas públicas, da periferia, situadas em comunidades migrantes, elas chegam à escola com mínima ou nenhuma experiência de letramento. Além disso, muitas vezes são filhos de analfabetos, não se envolvem em práticas letradas e demoram muito tempo para compreender e até estabelecer um relação simbólica tanto com a escrita quanto com a própria escola.

Ana Cristina confirma que a precariedade em certas comunidades dificulta o processo de alfabetização. A falta de livros, de recursos, de materiais básicos, não ajuda em nada a “prender” a atenção das crianças. Por isso é muito complicado falar sobre alfabetização de uma forma única, pois este é um processo que está diretamente relacionado ao contexto onde a escola está inserida. Ele também depende das práticas sócio-culturais  que a comunidade e o sujeito têm com a leitura e a escrita.

Crianças que participam de grupos letrados têm condições de se alfabetizar em tenra idade, por volta dos quatro, cinco anos.O que ocorre é que nesta faixa etária temos elementos mais importantes para explorar do que "forçar" uma alfabetização desnecessária, mas se a criança se interessa, responde bem as demandas, não há nenhum motivo para que não se alfabetize.

 Para a professora, os “grupos letrados”, os quais foram citados anteriormente, começam no âmbito familiar. “A família é a base de tudo. O incentivo que é passado aos filhos, instiga-os a ler; os pais colaboram para o processo de sociabilização da criança,” esclarece Ana Cristina.  

Em alguns casos o processo de alfabetização é tardio. E, a didática aplicada nestes casos é diferente. O processo de significação já está formado e o aluno já faz idéia do nome das coisas. Não que isso torne o trabalho mais fácil, pois o que realmente facilita é o empenho das pessoas que se disponibilizam a aprender.  

“Realizei um sonho e hoje me sinto mais confiante. O mundo mudou para mim”, declaração de Luiza Pinho, dona de casa. No ano passado, Dona Luiza Pinho, de 52 anos conseguiu escrever, pela primeira vez, seu nome completo. Conquista pessoal que até hoje é lembrada como um divisor de águas na vida de Luiza. Ela, que é aluna do EJA, Educação de Jovens e Adultos, fala que sente orgulho em poder assinar seu nome, coisa que antes não podia. “Não saber o que significa as letras no papel é algo muito triste” - exclama Luiza, fazendo remissão ao seu passado.  

Filha mais velha de um casal com oito crianças, Luiza trabalhava no campo para ajudar os pais. Ela lembra que nunca teve incentivo para freqüentar escola: “Meus pais diziam que era frescura ler, já que eles também não liam e conseguiam viver. Eles preferiam que eu ficasse trabalhando para ajudar a família”. Situação que jamais voltará a ocorrer na família Pinho. Ela que é mãe de quatro filhos e sempre apoiou o estudo deles. “Meu filho mais velho, de 27 anos, está quase se formando em Direito. Vai ser um ótimo advogado”.

Algumas vezes ela engana-se entre uma letra e outra para escrever, ou na leitura de uma palavra nova.  “Eu ainda demoro um pouco pra saber o que está escrito, mas é muito melhor do que ficar perguntando para os outros, você não acha?”, interroga, aos risos. Em sua estante, agora, encontram-se muitos livrinhos (do tipo pocket), com receitas culinárias.

Quem lê tem amplitude de visão e consegue se posicionar criticamente, embasando seus argumentos naquilo que aprendeu com os livros. Além disso, é uma excelente atividade de lazer e o melhor exercício mental.

Treinando a memória

Para o neurologista João Roberto Azevedo, diretor clínico da SONI (Sociedade Neurológica Integrada), a leitura diária contribui para treinar a memória e evitar lapsos. Nenhuma outra atividade neuróbica (aeróbica dos neurônios) mobiliza tantas variações da memória.”Mas não basta simplesmente ler: é preciso refletir sobre o que se está lendo”, salienta Azevedo.

A reflexão é um dos processos mais significativos para quem lê. Mais importante que a quantidade de texto lido, é a qualidade de assimilação que foi feita a partir dele. Por isso, a concentração na hora de ler é muito importante.

Para otimizar o poder de armazenamento das informações lidas, o neurologista recomenda muita atenção e disposição para refletir. “Geralmente, as pessoas mais esquecidas são também as mais distraídas”, afirma ele.

Estudiosos vêem a leitura como pilar para resolução de muitos problemas. No Brasil, país com larga vastidão territorial, a concentração de renda acaba por ser muito diversificada. Os lugares onde as pessoas não têm pão na mesa são os mesmos lugares onde as crianças não têm escola. A educação está fraternamente ligada com a construção de um futuro melhor.

 Cada vez mais parece uma utopia esperar que o governo reformule o sistema educacional do Brasil.  Falar sobre a leitura já serve de incentivo, pois é difícil achar quem discorde de seus benefícios, mesmo sem saber ler. Além disso, aquele livrinho que está parado na estante, todo empoeirado, é um incentivo maior ainda. Já o leu? Já. Que ótimo! Então doe.

Afinal, você já deve ter lido por aí que quem doa um livro, planta uma idéia.

Abril 3, 2007

Leitores e editores

Arquivado em: Jornalismo, Novidades — auryane @ 7:11 pm

 

Topix, um site americano de notícias, é mais um exempTopixlo de como a internet pende cada vez mais para um universo interativo. A partir de hoje, ele será inteiramente editado por seus leitores voluntários em um novo experimento de jornalismo cidadão, confome anunciou o sócio da empresa.

Um grupo  selecionado de leitores elegerá quais as notícias locais serão as manchetes de cada página do Topix. Essa idéia visa dar ao público maior “poder” nos meios de comunicação.A seleção dos “novos editores” voluntários foi feita online. Eles também terão a tarefa de colocar na web sugestões enviadas por outros leitores e atuar como moderadores dos fóruns de discussão.

 A sede do site fica em Palo Alto, Califórnia, nos Estados Unidos. Até agora, as páginas eram editadas automaticamente, através da ajuda de um software que as colocava em um lugar ou outro de acordo com algoritmos pré-estabelecidos.

O Topix pretende se diferenciar, assim, de gigantes como o Google ou o Yahoo News, que não são especializados em notícias locais, um setor em crescimento, e também não contam com editores voluntários.

Março 31, 2007

As divertidas novidades da Web 2.0

Arquivado em: Diversão, Novidades — auryane @ 1:16 pm

Para uma melhor compreensão sobre o que é a Web 2.0, basta imaginar que, agora, a interação ou a navegação com a Web sobe um degrau, e passa a atingir um patamar significativo na nova realidade virtual. Novos serviços estão à disposição do usuário, e muito do conteúdo que ficava armazenado em seu computador, vai poder trafegar com maior fluidez, pois, agora, existem disponibilidades que tornam isso possível.

web 2.0 Existe uma discussão em torno da gama de especificidades proporcionada pela Web 2.0, e isso têm tomado espaço abrangente na rede mundial de computadores. Alguns dizem que estes avanços não são assim tão significativos, mas vejamos um  exemplo: 

Seu vídeo no Youtube 

Quem até hoje não recebeu através de e-mail um link para assistir um vídeo do YouTube?

Eis uma das novas manias da web, que une uma interconexão legal para assistir e acessar os vídeos, além de ser prático para quem quer enviá-los.

Aqueles vídeos antológicos ou até mesmo os mais engraçados, como o youtube“Bambu do Silvio Santos”, podem ser compartilhados com milhares de internautas, ao invés de ficarem armazenados nos seus arquivos particulares.

Existe um outro sistema, que é mais uma característica da Web 2.0, presente no YouTube: o sistema de buscas por tags. Isso permite ao usuário selecionar filmes constituídos por um mesmo tema: humor, curiosidades, desenhos, etc. Digamos que esta facilidade do YouTube está ligada principalmente a um fator constante nas empresas de maior sucesso da internet.

O serviço também oferece um código HTML que pode ser facilmente copiado para adicionar o vídeo em um blog (como este aqui), ou enviado para alguém. As restrições do serviço estão no que se refere à duração do vídeo, que não pode ultrapassar dez minutos e quanto ao conteúdo (pornografia).

cicarelliO Youtube vem enfrentando pendengas com relação aos direitos autorais dos produtos veiculados, sem falar no famoso caso da modelo brasileira que foi filmada em cenas “românticas” com seu namorado numa praia européia.  Ao passo que despertou a curiosidade do público, o vídeo gerou polêmica e estabeleceu novas restrições à utilização do serviço.

 

Pra encerrar, se você ainda não assistiu, aí vai o vídeo do “Bambu”:

(mais…)

Março 28, 2007

Eu sei, mas não devia

Arquivado em: Mais rascunhos — auryane @ 11:56 am

Esta semana, esse texto mexeu comigo…

Marina Colasanti

“Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.

Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.”

Bom para refletir em meio a vida que estamos levando. 

Março 24, 2007

Através do Portal Yahoo

Arquivado em: Aulas, Jornalismo — auryane @ 12:49 am

O Yahoo é considerado um portal de internet, pois seu conteúdo comporta  três requisitos básicos: serviços, entretenimento e informações.

Tendo em vista que o meio de propagação de sua mensagem é a internet, o que a difere de outros portais (principalmente portais de jornal), o yahoo prima por uma qualidade visual.

yahooOs conteúdos estão dispostos na capa, assim como as principais informações do dia que são atualizadas com regularidade.

Os serviços, que também são apresentados na capa, vão de utilitários como o e-mail, mapas, informações sobre viagens e finanças, um caminho de busca (para pesquisa na internet), e um espaço de perguntas e respostas à disposição dos internautas. O Shopping Yahoo é mais um dos serviços disponibilizados.

Para o entretenimento, além do messenger e dos games, existe um guia de cinema, que divulga informações de filmes. Neste serviço, o internauta tem acesso a detalhes dos filmes, podendo ativar o recuso de “gênero” (que selecionará os filmes relacionados), além de postar uma resenha se quiser, ou pesquisar salas de cinema e horários.yahoo

 Além do guia de cinema, o Yahoo também faz a divulgação dos principais eventos nacionais em sua capa. 

A maioria dos serviços disponíveis conta com a interatividade do seu público alvo. O Yahoo sabe disponibilizar bem estes recursos.

As informações  têm muita abrangência. Nos Estados Unidos o Yahoo News é o site de notícias mais visitado . Quase todas as matérias divulgadas possuem links, que encaminham os conteúdos para que haja um encadeamento de idéias.

Na parte inferior da capa, informações sobre os livros mais buscados, sites mais pesquisados, também chamam a atenção. Todos os livros que ali estão relacionados trazem fotos de suas capas e, ao lado, uma pesquisa de preços feita pelo próprio site.

A galeria de fotos e o sistema de imagens têm um dual à escolha do internauta. Pode-se escolher por rotação de imagens com ou sem uso de clic.

 Eu utilizo serviço de e-mail do Yahoo e sempre achei muito bom. Diferente do hotmail que utilizava. O Yahoo mail não possui tantos filtros, e que eu saiba, até hoje nunca bloqueou e-mails de amigos meus por “vontade própria”.

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